Uma nova vaga de protestos anti-imigração escalou para violência extrema na província do Cabo Ocidental, na África do Sul, forçando centenas de migrantes de Moçambique e do Malawi a abandonarem as suas casas para salvarem as vidas. No fim-de-semana, cinco cidadãos moçambicanos foram assassinados em ataques xenófobos na cidade de Mossel Bay.
O pânico espalhou-se rapidamente para outras regiões costeiras, como Kleinmond, onde turbas enfurecidas avançaram de porta em porta exigindo a expulsão de estrangeiros. Relatos dramáticos de sobreviventes indicam que muitos imigrantes se viram obrigados a fugir para as montanhas e florestas circundantes, onde pernoitaram ao relento para escapar de multidões armadas com facas e paus, que destruíram propriedades e ameaçaram os residentes locais de morte.
Actualmente, mais de uma centena de migrantes encontra-se abrigada no salão municipal de Kleinmond e noutras infra-estruturas públicas da região, sob forte vulnerabilidade e dependendo do apoio de terceiros para obter alimentação.
Embora as autoridades locais confirmem que muitos destes cidadãos se encontram no país de forma totalmente legal, a retórica política populista, alimentada pela proximidade das eleições locais no final do ano, tem agravado o cenário ao culpar os imigrantes pelo desemprego e pela criminalidade.
Diante da insegurança e sem recursos financeiros para financiar o regresso, grande parte dos refugiados aguarda agora por assistência e pela activação de programas de repatriamento voluntário organizados pelos governos dos seus países de origem para regressar a casa.
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