O Conselho de Ministros reuniu-se na sua 15ª Sessão Ordinária para deliberar sobre a situação de emergência que afecta os cidadãos moçambicanos residentes na vizinha República da África do Sul. O Executivo confirmou, com pesar, a morte de nove moçambicanos em consequência dos recentes actos de violência xenófoba registados naquele território, um cenário que forçou a tomada de medidas diplomáticas e logísticas imediatas para salvaguardar a vida dos concidadãos.
Diante do ultimato que obriga as comunidades estrangeiras a abandonarem a província sul-africana do KwaZulu-Natal até ao dia 30 de junho, as autoridades moçambicanas acionaram um plano de contingência em estreita coordenação com Pretória. Uma equipa multissetorial, que integra diversas instituições governamentais, foi enviada à África do Sul com o propósito de assegurar que o processo de repatriamento decorra de forma organizada, segura e com a dignidade necessária.
Paralelamente, foram emitidas directivas claras para as Secretarias de Estado Provinciais em Moçambique, de modo que estejam devidamente preparadas para acolher, prestar a assistência inicial e reencaminhar os compatriotas que regressam aos seus distritos de origem.
O porta-voz da sessão, Ussene Isse, reiterou o compromisso do país com a via do diálogo e da cooperação bilateral para gerir a crise humanitária e garantir a proteção dos direitos dos moçambicanos na diáspora.
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