O Presidente queniano, William Ruto, afirmou esta quinta-feira que o seu governo está a fazer “a coisa certa” ao permitir que os Estados Unidos estabeleçam uma unidade de quarentena para a Ébola no c.
Apesar dos fortes protestos populares e de ordens judiciais quenianas que bloqueiam a iniciativa, o governo norte-americano continua com a construção da infra-estrutura numa base aérea do país, segundo confirmam dados de voo e funcionários governamentais.
A contestação social subiu de tom no início desta semana, resultando na morte de pelo menos duas pessoas durante manifestações na cidade de Nanyuki, na região central do Quénia, localidade que acolhe a base onde está a ser erguida a unidade de 50 camas destinada a norte-americanos que possam ter sido expostos ao vírus.
A batalha legal em torno do projecto iniciou-se a 28 de maio, data em que um tribunal queniano emitiu a primeira ordem de suspensão dos trabalhos na infra-estrutura sanitária. Um telegrama diplomático dos Estados Unidos, indica que o presidente Ruto pode ter subestimado a oposição interna ao plano, o qual gerou duras críticas de que os norte-americanos estão a transferir para o Quénia o risco associado ao tratamento dos seus próprios pacientes.
Perante o clima de tensão, a embaixada dos Estados Unidos em Nairobi informou que se encontra a trabalhar em coordenação com o executivo queniano para resolver todas as objecções levantadas.
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