Uma operação de alta precisão conduzida pelo Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem (DNPW) da Zâmbia resultou na apreensão de 550 kg de marfim e na detenção de nove indivíduos, incluindo um cidadão da República Democrática do Congo.
A acção, realizada a 9 de março numa residência na capital, Lusaka, foi o culminar de meses de investigação estratégica baseada em informações fornecidas pela Agência de Investigação Ambiental (AIA), com sede em Londres. Este golpe atinge directamente um dos sindicatos mais persistentes da região, que operava há anos explorando as fronteiras da África Austral.
Segundo Mary Rice, Directora Executiva da AIA, esta operação é parte de uma iniciativa mais ampla para desarticular redes criminosas organizadas que se aproveitam de comunidades marginalizadas e de falhas na fiscalização para orquestrar expedições de caça furtiva, inclusive em países como o Botsuana.
O marfim era posteriormente traficado através da Namíbia e Angola, alimentando um mercado ilegal que sobrevive à custa da corrupção e da exploração de recursos naturais soberanos.
A directora felicitou a prontidão das autoridades zambianas, destacando que este é um exemplo claro de como a inteligência aplicada pode travar grupos que historicamente operaram com impunidade no país.
A Zâmbia tem um registo longo de exploração por estas redes internacionais, estando implicada em grandes apreensões desde 2002. Por essa razão, a AIA considera esta intervenção “decisiva e bem executada”, prometendo acompanhar de perto o processo judicial contra os detidos.
A operação não só retira do mercado ilegal uma quantidade massiva de produtos de fauna, como também envia um sinal forte aos facilitadores e oficiais corruptos que permitem o trânsito destes bens, reforçando a necessidade de uma vontade política firme para proteger o património natural da região.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.



















e