O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, defendeu a urgência de transformar a pesca artesanal nociva numa actividade de pequena escala sustentável. Durante a abertura de uma reunião com operadores de pesca e aquacultura na Cidade da Beira, o dirigente propôs um modelo inovador de financiamento baseado na procura.
Neste sistema, os operadores semi-industriais e industriais actuariam como fomentadores, acedendo a crédito para fornecer embarcações e artes de pesca adequadas aos pescadores de pequena escala, permitindo que estes operem em mar aberto e reduzam a exploração intensiva nas zonas sensíveis de reprodução costeira.
A recuperação do camarão no Banco de Sofala foi um dos temas centrais do encontro, com o Ministro a destacar a necessidade de medidas conjuntas para travar a queda nos níveis deste recurso pesqueiro.
Albino notou que o camarão de captura tem perdido espaço para o de aquacultura no mercado internacional, sublinhando que é vital devolver ao camarão tradicional moçambicano o seu lugar de referência. Segundo o governante, esta retoma de qualidade e quantidade é essencial para que as empresas recuperem os elevados custos de produção actuais e obtenham melhores preços nas exportações.
Para alavancar esta estratégia, o Governo comprometeu-se a incluir o co-financiamento de uma campanha de marketing do camarão “Made in Mozambique” nos seus programas de apoio ao sector privado.
O Ministro exortou as empresas a desenharem campanhas de recuperação robustas e manifestou confiança na vontade dos operadores em contribuir para a reposição da biomassa marinha.
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