O milionário vietnamita Chu Dang Khoa, de 44 anos, conhecido como “Michael Chu”, compareceu esta quinta-feira perante o Tribunal de Magistrados de Kempton Park para responder por graves crimes ambientais.
Chu, apontado como o líder de uma vasta rede transnacional de tráfico de animais selvagens com ligações à Ásia, foi detido em Heidelberg após meses de uma investigação minuciosa conduzida pela unidade de elite HAWKS. No momento da sua detenção, as autoridades realizaram buscas numa propriedade de luxo em Centurion, onde apreenderam marfim ilegal avaliado em 200.000 Rands.
Ao lado de Chu no banco dos réus esteve o seu parceiro de negócios, Huy Boa Tran, que já se encontrava sob custódia desde fevereiro, após ter sido interceptado no Aeroporto da Cidade do Cabo quando tentava fugir para Singapura. Ambos os arguidos são acusados ao abrigo da Lei Nacional de Biodiversidade Ambiental (NEMBA).
O caso ganhou contornos dramáticos quando os investigadores ligaram a dupla a um suposto assalto à mão armada ocorrido em dezembro passado na quinta de caça de Chu, onde teriam sido roubados 98 chifres de rinoceronte. Contudo, a polícia afirma agora que o crime foi encenado para servir de “cortina de fumaça”, tentando justificar o desaparecimento do estoque que já estaria a ser escoado ilegalmente para o mercado asiático.
A rede criminosa contava ainda com a colaboração de dois cidadãos nigerianos, também detidos e co-acusados no processo. O tribunal decidiu manter todos os suspeitos sob custódia até ao dia 20 de março, data em que será analisado o pedido de fiança, ao qual o Estado já anunciou que se irá opor firmemente.
Este desfecho surge numa altura em que parte significativa dos chifres de rinoceronte em causa já tinha sido apreendida em operações coordenadas entre as autoridades sul-africanas e de Singapura, reforçando o cerco internacional contra o tráfico de espécies ameaçadas.
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