ruas de Westbury, um dos bairros mais fustigados pela criminalidade em Joanesburgo, acordaram na quarta-feira sob um cenário de forte presença militar. Com o apoio de veículos blindados e armamento pesado, soldados da Força de Defesa Nacional da África do Sul iniciaram patrulhamentos estratégicos como parte de uma nova ofensiva governamental destinada a travar a espiral de violência que domina aquela zona.
A intervenção surge num momento crítico, após anos de guerras territoriais entre gangues rivais que transformaram o quotidiano dos residentes num ciclo de tiroteios e mortes.
O destacamento militar responde a um pedido directo das comunidades locais, que, perante o agravamento dos incidentes recentes e a ineficácia das forças policiais convencionais, exigiram uma mão mais firme do Estado.
Entre os moradores, o sentimento divide-se entre o alívio imediato e a esperança de que a presença das Forças Armadas consiga, finalmente, reduzir o tráfico de estupefacientes e silenciar as armas que aterrorizam o bairro. Contudo, a operação não é consensual. Enquanto alguns vêem nos “blindados” a única forma de recuperar a ordem, outros manifestam cepticismo, apontando que a presença militar pode ser apenas uma solução temporária que não ataca as causas profundas do crime organizado.
Esta mobilização de meios militares segue-se ao anúncio feito, no mês passado, pelo Presidente Cyril Ramaphosa, que autorizou o Exército a apoiar a polícia em diversos pontos críticos de criminalidade em todo o país.
Para a presidência sul-africana, a luta contra o crime organizado é agora uma prioridade de segurança nacional, sendo descrita por Ramaphosa como uma ameaça directa à sobrevivência da democracia e à estabilidade económica da África do Sul.
A grande incógnita que paira sobre Westbury é, no entanto, a duração desta missão, com as populações a temerem que, no instante em que os soldados abandonarem o terreno, a violência regresse aos níveis habituais.
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