Um cenário de horror e injustiça é relatado por familiares de uma vítima de acidente de viação ocorrido em Sofala, no passado dia 10 de fevereiro, onde as vítimas foram evacuadas para o Hospital de Vilankulos, na província de Inhambane, e os mesmos teriam sido privados de cuidados médicos essenciais durante cinco dias.
A denúncia feita perante as câmaras da Miramar por familiares, aponta que a assistência foi condicionada ao pagamento ilícito de 22 mil meticais, valor que teria sido solicitado para “agilizar” a cirurgia sob o pretexto de uma longa lista de espera.
Segundo os relatos feitos à Miramar, a família tentou negociar o valor, conseguindo baixar a quantia para 16.100 meticais. Mesmo após a transferência comprovada de 15.100 meticais via carteira móvel para um médico da instituição, a assistência continuou a ser negada.
O profissional envolvido terá alegado que o montante ainda era insuficiente, alegando a necessidade de fundos adicionais para medicação e sangue, recursos que deveriam estar garantidos pelo sistema público de saúde. Por conseguinte, a vítima, de 43 anos, acabou sendo submetida a cirurgia, mas não conseguiu resistir, e perdeu a vida.
A família, agora em luto, detém as confirmações das transferências bancárias e exige justiça perante o que consideram um homicídio por negligência e extorsão.























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