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Trump diz que EUA vão atacar o Irã ‘com muita força’ nesta noite e promete tomar Ilha de Kharg

Presidente americano afirmou que seu país assumirá “o controle total” dos mercados iranianos de petróleo e gás

Trump afirmou que Estados Unidos farão com o Irã o que foi feito com a Venezuela Nathan Howard/Reuters - 08.06.2026

Os Estados Unidos atacarão o Irã “com muita força esta noite” e em breve assumirão o controle da infraestrutura e dos mercados de petróleo e gás do país do Oriente Médio, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, em uma publicação na rede social nesta quinta-feira (11).

“Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram DESTRUÍDAS!) com muita força esta noite”, escreveu o presidente dos Estados Unidos.

Além da ameaça de ataque nesta noite, Trump afirmou que os Estados Unidos tomarão a “Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás”, assim como feito na Venezuela.

“Está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América”, disse Trump.

Possível acordo

Os Estados Unidos e o Irã trocaram ataques aéreos nesta quinta-feira, e o presidente Donald Trump ameaçou com novos ataques caso Teerã não concorde imediatamente com um acordo de paz, mas fontes iranianas afirmaram que as negociações sobre um acordo preliminar se intensificaram.

Três fontes iranianas e uma autoridade europeia afirmaram que os EUA e o Irã estavam trocando mensagens sobre os detalhes de um memorando após chegarem a um entendimento político, mas algumas questões ainda precisavam ser discutidas em detalhes, incluindo um mecanismo para a liberação de bilhões de dólares em fundos iranianos congelados.

Trump afirmou repetidamente que um acordo está próximo, mas autoridades americanas não comentaram imediatamente sobre o andamento mais recente das negociações indiretas.

A terceira troca de ataques no Oriente Médio nesta semana colocou mais uma vez à prova o frágil cessar-fogo assinado há dois meses.

Nas primeiras horas da segunda-feira (8), Irã e Israel realizaram ofensivas mútuas. Já na quarta-feira (10), e nesta quinta, os protagonistas do combate foram as forças americanas e iranianas.

Trump tem pressionado o Irã a assinar um acordo para encerrar a guerra e sugeriu no início desta semana que um entendimento poderia ser alcançado em dias.

Apesar dos bombardeios, o Irã tem se mostrado resiliente e aposta no controle sobre o estreito de Ormuz como um trunfo nas negociações.

Ataques de retaliação

A guerra matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano, e elevou os preços globais do petróleo desde que os EUA e Israel lançaram intensos ataques aéreos contra o Irã em 28 de fevereiro.

As hostilidades se intensificaram nesta semana, apesar de um frágil cessar-fogo acordado no início de abril, com ataques de retaliação em todo o Irã e contra bases americanas na região, após a derrubada, na segunda-feira (8), de um helicóptero Apache norte-americano perto do estreito de Ormuz.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram que seus últimos ataques tiveram como alvo “capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea em todo o Irã” em resposta ao que chamaram de “agressão injustificada e contínua” de Teerã.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA anunciou que os ataques foram concluídos cerca de quatro horas após terem começado, logo após a 0h em Teerã.

ataque dos Estados Unidos pareceu mais intenso e amplo do que o da véspera, mas o Irã não divulgou informações sobre os alvos atingidos.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disse ter lançado contra-ataques contra 18 alvos militares dos EUA em bases aéreas no Kuwait e no Bahrein, bem como contra a Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein.

Mais tarde, informou que também havia atacado a base aérea de al-Azraq, na Jordânia, pela segunda noite consecutiva, disparando 12 mísseis balísticos contra a base norte-americana.

O Kuwait fechou seu espaço aéreo por causa da retaliação iraniana, mas não detalhou eventuais danos. A Jordânia não se pronunciou sobre o ataque, embora a Embaixada dos Estados Unidos em Amã tenha alertado sobre a ofensiva.

No Bahrein, sirenes de alerta para mísseis foram acionadas, mas o governo também não informou se alguma localidade foi atingida.


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