O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira, que a sua administração está empenhada em monitorizar rigorosamente o fluxo migratório para o Campeonato do Mundo de Futebol, assegurando que o foco do Governo assenta em garantir que apenas “as pessoas certas” obtenham autorização para entrar em território norte-americano durante o evento.
As breves declarações do governante foram proferidas na véspera da partida inaugural do torneio, que arranca esta quinta-feira sob a organização conjunta dos EUA, México e Canadá. O posicionamento do chefe de Estado surge numa altura em que a política de vistos da Casa Branca enfrenta uma onda de contestação internacional, motivada pela rejeição e pelo veto à entrada de diversos profissionais, comitivas técnicas e adeptos estrangeiros, como o caso recente do árbitro somali Omar Artan, impedido pelas autoridades federais de integrar os quadros de arbitragem da competição.
No ano passado, a administração Trump implementou uma nova e restritiva directriz de imigração que limita fortemente a concessão de vistos e a circulação de cidadãos oriundos de 12 países específicos. Questionado sobre os impactos destas restrições no espírito de um evento global como o Mundial da FIFA, o presidente evitou recuar nas medidas de segurança nacional, reiterando que os critérios de triagem nas fronteiras e na Agência de Alfândega e Protecção de Fronteiras permanecem inflexíveis para salvaguardar os interesses do país.
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