O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz começou a ser restabelecido esta quinta-feira, pondo fim a um bloqueio que paralisou a rota por mais de 100 dias. Dados da plataforma de monitorização MarineTraffic confirmam a circulação de grandes embarcações na região, poucas horas após os governos dos Estados Unidos e do Irão terem divulgado o texto de um acordo interino desenhado para cessar as hostilidades militares entre Washington e Teerão.
O memorando oficial prevê a retoma total das actividades comerciais na passagem e o levantamento imediato do cerco naval norte-americano aos portos iranianos.
O pacto, composto por 14 pontos estruturais, foi assinado digitalmente na quarta-feira pelo Presidente norte-americano Donald Trump e pelo homólogo iraniano Masoud Pezeshkian. De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, os termos do documento já entraram em vigor, o que permitiu uma reacção imediata do mercado energético internacional.
Pouco tempo depois da validação do acordo, três superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita, transportando um volume conjunto de seis milhões de barris de crude, cruzaram o estreito com sucesso.
Esta movimentação a partir dos portos sauditas representa o maior fluxo de exportação de crude registado naquela via marítima nas últimas semanas, segundo dados avançados por agências internacionais.
A reabertura do Estreito de Ormuz, considerado o principal ponto de estrangulamento para o comércio global de petróleo, sinaliza um forte desanuviamento na crise geopolítica do Médio Oriente e abre caminho para a estabilização dos preços dos combustíveis no mercado mundial.
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