Várias embarcações foram avistadas, esta quarta-feira, a circular no Estreito de Ormuz, ao largo da costa de Musandam, em Omã, numa altura em que os Estados Unidos e o Irão iniciam conversações técnicas em Doha, no Qatar. O encontro visa alcançar um consenso sobre o fluxo de navegação naquela rota marítima estratégica e assegurar um cessar-fogo duradouro na região.
Para preparar o terreno das negociações, Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano Donald Trump, e o enviado Steve Witkoff reuniram-se com o primeiro-ministro do Qatar, país que actua como mediador do processo ao lado do Paquistão. Contudo, as fontes ligadas ao processo indicaram que a comitiva norte-americana não vai participar directamente nas mesas de discussão técnica com os representantes iranianos.
O diálogo em curso fundamenta-se num acordo interino de 14 pontos, assinado no mês passado, cujo propósito era interromper o conflito armado iniciado em fevereiro e reabrir o Estreito de Ormuz, estabelecendo um prazo de 60 dias para negociar um tratado de paz permanente. Washington e Teerão têm divergido publicamente sobre a interpretação do pacto, o que resultou numa troca de ataques militares mútuos na última semana.
Fontes seniores do Governo iraniano afirmaram que Teerão está determinado a obter o reconhecimento internacional do seu controlo sobre o estreito, exigindo o direito de cobrar taxas aos navios que entram ou saem do Golfo Pérsico, mesmo que tenha de recorrer à força.
O tráfego marítimo comercial foi parcialmente retomado na região que, antes da guerra, era responsável por escoar um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.
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