Miramar News Mundo Donald Trump ameaça romper negociações com o Irão por causa do Estreito de Ormuz 

Donald Trump ameaça romper negociações com o Irão por causa do Estreito de Ormuz 

Presidente norte-americano afirma que Teerão negou cobrança de taxas a navios e esclarece moldes da libertação de activos financeiros

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, que o Irão informou formalmente Washington de que não está a aplicar qualquer tipo de portagem, taxa de seguro ou encargos adicionais às embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. 

Através de uma publicação na plataforma Truth Social, o governante norte-americano advertiu severamente que, caso se comprove que esta garantia é falsa, as negociações diplomáticas entre as duas nações serão interrompidas de imediato. 

Esta declaração surge num momento de crispação e de versões contraditórias, após o encerramento da primeira ronda de conversações bilaterais na Suíça, realizada na passada segunda-feira (22 de Junho). Os dois países têm apresentado narrativas divergentes sobre o controlo do Estreito de Ormuz, os incentivos financeiros e o impacto do conflito no Líbano.  

Recentemente, Trump havia avançado que Teerão aceitara submeter-se a inspecções nucleares permanentes por parte da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), uma afirmação que foi prontamente contestada pelas autoridades iranianas. 

A nível interno, o inquilino da Casa Branca enfrenta uma forte contestação ao acordo-quadro assinado na semana passada, inclusive por parte da ala mais conservadora do seu próprio Partido Republicano. Em resposta às críticas, Trump negou categoricamente que a administração norte-americana tenha transferido fundos directos ou libertado activos para o controlo discricionário do Governo iraniano. 

O estadista explicou que o plano prevê a libertação controlada de uma parte dos fundos congelados do Irão, que permanecem sob tutela norte-americana, mas com o objectivo exclusivo de financiar a aquisição de produtos agrícolas produzidos nos Estados Unidos da América.  

“Vamos libertar parte do dinheiro deles para os nossos agricultores e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e outros produtos”, detalhou o Presidente, acrescentando que estes bens alimentares são de extrema necessidade para a população iraniana e que as transacções serão geridas de forma a garantir que a flexibilização das sanções sirva apenas para fins estritamente humanitários. 


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