Os analistas políticos Domingos Gundana e Renato Muelega abordaram de forma crítica o impacto do ativismo na esfera política moçambicana, tomando como base o recente processo judicial por difamação que envolve o activista Adriano Nuvunga e o líder do partido Podemos, Albino Forquilha.
Falando no programa Resenha Semanal, Domingos Gundana apontou que o envolvimento de certos actores da sociedade civil tem sido prejudicial devido aos excessos cometidos em pronunciamentos públicos baseados em boatos, sem a devida verificação dos factos e sem a humildade para uma retratação pública quando o erro é exposto.
Para o comentador, a contestação social é legítima, mas exige dos atcivistas uma postura de maior maturidade, idoneidade e responsabilidade para não ferir o bom nome de terceiros.
Por sua vez, Renato Muelega focou a sua análise nos meandros legais do caso, sustentando que a falha crucial de Adriano Nuvunga não residiu no direito de denunciar, mas sim na opção de expor nomes na imprensa com total convicção antes de permitir que o Ministério Público fizesse a devida averiguação.
Esta conduta acabou por promover um julgamento popular imediato na sociedade, contudo, como as acusações não se traduziram em elementos probatórios e critérios materiais perante o tribunal, resultaram na condenação do activista, evidenciando que a justiça institucional depende estritamente da existência de provas reais.
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