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Cyril Ramaphosa promete tolerância zero a grupos por detrás de ataques xenófobos na África do Sul  

Vaga de ataques anti-imigração belisca imagem internacional da África do Sul e força Moçambique a repatriar cidadãos após a confirmação de cinco óbitos

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, garantiu que o estado vai agir com firmeza e determinação contra as organizações e os grupos responsáveis pelos ataques de teor xenófobo que assolam o país. Num pronunciamento televisivo dirigido à nação, o estadista reagiu à recente vaga de protestos anti-imigração, que tem deteriorado gravemente a reputação internacional do território sul-africano. 

A escalada de violência e intolerância motivou uma reacção imediata de vários governos de países, incluindo Moçambique, Ghana, Nigéria e Malawi, que activaram operações urgentes para repatriar os cidadãos afectados pelos tumultos. Em relação a Moçambique, as autoridades oficiais confirmaram que pelo menos cinco cidadãos nacionais perderam a vida em consequência das agressões no país vizinho. 

Cyril Ramaphosa assegurou que as forças de segurança vão actuar de forma enérgica contra as frentes que instrumentalizam as preocupações legítimas da população sul-africana sobre a imigração ilegal para promover agendas políticas, pessoais e criminais. O governante alertou os cidadãos para que não interpelem indivíduos na via pública com o objectivo de exigir documentos de identificação, sublinhando que a fiscalização e a aplicação das leis migratórias são competências exclusivas das instituições estatais. 

As investidas xenófobas constituem um problema cíclico na África do Sul, onde a comunidade imigrante é recorrentemente apontada como bode expiatório para as dificuldades socioeconómicas, como os elevados índices de desemprego e a criminalidade. Por outro lado, as organizações de defesa dos direitos dos migrantes rebatem estas acusações, afirmando que são infundadas e alimentadas por discursos populistas. 

O chefe de Estado sul-africano admitiu que os imigrantes estão a ser culpabilizados por falhas estruturais resultantes da pobreza e da escassez de postos de trabalho. Para mitigar o cenário, Pretória está a adoptar reformas legislativas e regulamentares mais rigorosas, além de manter canais de diálogo com as nações parceiras para encontrar as causas profundas da imigração ilegal.  

Em simultâneo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Ghana, Samuel Okudjeto Ablakwa, submeteu uma petição formal junto da União Africana e anunciou que o seu executivo está a fazer o levantamento do património perdido pelos ganenses para futuros processos de litigância judicial. 


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