O Gabinete de Informação (GABINFO) alerta para o agravamento do ambiente de tensão em várias províncias da República da África do Sul. O alerta dado em comunicado de imprensa recebido na redacção da Miramar, faz menção que a instabilidade é alimentada por grupos anti-imigrantes que continuam a apontar o dia 30 de junho como a data-limite para exigir acções mais severas contra cidadãos estrangeiros em situação irregular.
A situação mais grave regista-se na Província do Cabo Ocidental, onde está em curso o processo de transladação para Moçambique dos restos mortais de cinco cidadãos nacionais, vítimas de violência xenófoba na região de Mossel Bay, uma sexta vítima já havia sido trasladada anteriormente pelos próprios familiares. Paralelamente, na Província de KwaZulu-Natal, o medo instalou-se entre as comunidades, verificando-se um aumento significativo de regressos voluntários de moçambicanos através dos postos fronteiriços de Kosi Bay e Ponta d’Ouro.
Em contrapartida, os pedidos de repatriamento formal registaram uma redução, motivada pela complexidade dos procedimentos migratórios exigidos pelas autoridades sul-africanas.
O clima de contestação estende-se ainda às províncias de Mpumalanga e Gauteng, palcos de constantes manifestações que exigem um controlo fronteiriço mais rígido e a expulsão de estrangeiros indocumentados.
Perante o cenário de crise, o Executivo moçambicano garantiu que as suas missões diplomáticas e consulares na África do Sul permanecem no terreno a monitorizar a evolução dos acontecimentos, focadas em prestar a assistência consular e o apoio logístico necessários aos cidadãos nacionais afectados pela instabilidade.
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