A situação de segurança permanece tensa em várias províncias da República da África do Sul, devido à mobilização contínua de grupos anti-imigração. Estes grupos exigem a retirada imediata de todos os cidadãos estrangeiros em situação migratória irregular até ao dia 30 de junho.
Este clima de forte insegurança forçou a deslocação de milhares de pessoas para centros de acolhimento temporário, com especial incidência na Província de KwaZulu-Natal, palco dos mais recentes episódios de violência.
Face a este cenário, o Consulado de Moçambique em Durban mantém aberto o processo de inscrição para os cidadãos nacionais que desejam regressar voluntariamente ao país. As autoridades consulares encontram-se a coordenar o registo e toda a logística necessária para assegurar o repatriamento dos moçambicanos.
O balanço das ocorrências recentes aponta que, no dia 19 de junho, uma cidadã moçambicana sofreu agressões físicas na região de Verulam, necessitando de assistência médica local após ter contraído ferimentos.
Noutros pontos do território sul-africano, os incidentes também se fazem notar. Na Província de Gauteng, no dia 20 de Junho, três cidadãs moçambicanas foram alvo de uma tentativa de intimidação no bairro de La Rochelle, em Joanesburgo. A situação foi controlada pelas forças policiais sul-africanas, evitando consequências de maior gravidade.
As Missões Diplomáticas e Consulares de Moçambique na África do Sul asseguram que acompanham a evolução dos acontecimentos no terreno e continuam empenhadas em prestar a necessária protecção consular a todos os cidadãos afectados pela vaga de xenofobia.
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