Notícias Política Disputa pela Presidência da Renamo: Ossufo Momade está determinado permanecer no cargo

Disputa pela Presidência da Renamo: Ossufo Momade está determinado permanecer no cargo

A ala pró-Momade não estão dispostos a abdicar da liderança do partido e, consequentemente, a candidatura presidencial

A determinação visa preservar os benefícios financeiros associados ao seu papel de líder da segunda força política do parlamento

O Centro de Integridade Pública (CIP), aponta nesta segunda-feira (08) que, ao longo de 2021 e 2022, Ossufo Momade, presidente do partido da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) e sua equipe administrativa receberam mais de 100 milhões de meticais provenientes do Orçamento Geral do Estado (OGE), bem como outras regalias, gerando isso uma disputa interna entre setores dentro do partido contra as possíveis candidaturas internas de Venâncio Mondlane e Manuel de Araújo para a presidência do partido.  

Foto: VOA Manuel Araújo, Ossufo Momade e Venâncio Mondlane

O porta-voz da Renamo, José Manteigas, declarou que Momade é o único com perfil adequado para concorrer à Presidência da Nação. Manuel Araújo, atual edil de Quelimane, reagiu a declaração do porta-voz afirmado que este pronunciamento “vai contra os estatutos do partido Renamo”.

A ala pró-Momade não estão dispostos a abdicar da liderança do partido e, consequentemente, a candidatura presidencial. Gerando assim uma tensão interna entre os Momade, Araújo e Venâncio.  

Dados obtido pelo CIP, aponta que em 2022, o escritório do atual presidente da Renamo, recebeu 68 milhões de meticais, cerca de 1 milhão de dólares. Nos dois anos combinados, o orçamento total foi de 112.3 milhões de meticais, aproximadamente 1.8 milhão de dólares, com 70.8 milhões destinados a bens e serviços e 41.5 milhões utilizados para pagamentos de salários e outros benefícios.

Além das benéficas dispostos no Orçamento anula do Estado, Momade usufrui de outras vantagens, incluindo salário, despesas de representação, subsídios atualizados e privilégios decorrentes de seu status; veículos fornecidos pelo Estado; aquisição de veículo; passaporte diplomático para si e sua família; segurança especial; viagens em primeira classe; e um subsídio de reintegração após deixar o cargo.

O CIP conclui que a perda da presidência da Renamo para Momade significaria a perda de muito mais do que poder político; seria também a perda do controle dos fundos estatais alocados ao escritório do segundo maior partido do país.

Venâncio Mondlane, em decoração a imprensa, pondera candidatar-se para  presidência do partido RENEMA e assim concorrer nas eleições presidenciais em outubro de 2024. 

MIRAMAR

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