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Severino Ngoenha considera que busca por culpados poderá prolongar a crise política em Moçambique

Severino Ngoenha considera que busca por culpados poderá prolongar a crise política em Moçambique
Filósofo, Severino Ngoenha

O filósofo Severino Ngoenha alerta que a busca por culpados ou pela razão pode agravar a crise política que o país atravessa. Ngoenha observa que o ressurgimento de uma guerra civil não vai parar a exploração de recursos naturais, mas vidas humanas continuarão perdidas.

“Quanto mais nos concentrarmos em nos matar entre nós, o gás não para sair em Cabo Delgado, nem o grafite de balama, os peixes continuam a ser pescados no alto mar… a violência nos cega e nos fez esquecer o que é mais importante: A reconciliação do povo!” Disse Ngoenha filosofava à volta da crise política que o país atravessa, durante a cerimónia de graduação da Universidade Técnica de Moçambique na qualidade de reitor daquela instituição de ensino superior.
“Todo pretérito quando a gente conjuga em português é passado. Mas nem todo passado é ultrapassado. Há pretéritos, há passados, que, pela sua pujança e força, ressuscitam, de vez em quando, no nosso presente e no nosso futuro. Às vezes nós abrimos tumbas, de cadáveres enterrados, mas não mortos que acabam soprando nas nossas vidas, o seu cheiro de morte , de problemas e de dificuldades”
Severino Ngoenha apontou a implementação do sistema capitalista depois dos acordos de Roma como a causa da exclusão social e pobreza em Moaçmbique. O filósofo considera que a violência desvia o foco da população sobre as causas mais importantes do país. “Hoje estamos a entrar, de facto, numa guerra civil. As pessoas tentam saber quem tem razão ou quem tem culpa. Acho que essa pergunta não faz sentido” concluiu o filósofo.

MIRAMAR

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