Notícias Moçambique Homenagem a Elvino Dias: um ano sem o “advogado do povo”

Homenagem a Elvino Dias: um ano sem o “advogado do povo”

Homenagem a Elvino Dias: um ano sem o "advogado do povo”

Familiares, amigos, colegas e admiradores reuniram-se este sábado, no Cemitério de Michafutene, em Marracuene, para assinalar o primeiro aniversário da morte de Elvino Bernardo António Dias, advogado moçambicano e reconhecido defensor dos direitos humanos, assassinado juntamente com Paulo Guambe, também colaborador próximo de Venâncio Mondlane, na madrugada de 19 de outubro de 2024, no centro de Maputo, caso ainda sob investigação.

A cerimónia, marcada por momentos de emoção e reflexão, contou com a presença da viúva, filhos, familiares, simpatizantes e do presidente interino da ANAMOLA, Venâncio Mondlane, de quem Elvino Dias foi conselheiro jurídico.

Durante o acto, foram depositadas flores junto à campa do falecido, num gesto simbólico de gratidão e reconhecimento pelo seu contributo na promoção da justiça, da verdade e da democracia em Moçambique.

A homenagem integrou-se no Programa Nacional das Cerimónias Centrais em Homenagem a Elvino Dias e aos Mártires da Democracia, que decorre sob o lema “Memória e Fé – A Vida e o Legado de Elvino Dias”.

O primeiro dia do programa, realizado esta sexta-feira, incluiu o lançamento da campanha “Elvino Vive em Mim”, através da qual membros e simpatizantes da ANAMOLA foram convidados a colocar a foto de Elvino Dias nos seus perfis das redes sociais durante uma semana, como sinal de homenagem e identidade colectiva.

Para Venâncio Mondlane, Elvino Dias será lembrado como um homem íntegro, comprometido com os valores da justiça social e cuja vida inspirou gerações de jovens advogados e activistas moçambicanos.

“Foi o corpo, mas o espírito, as ideias, o legado continuam vivos… a sua morte, em termos de ganhos cívicos, foi enorme”, afirmou Mondlane durante o tributo.

Este domingo, 19, será inaugurada a sede distrital do partido ANAMOLA consagrada à memória e à vida do “advogado do povo”, em KaMubukwana, na cidade de Maputo, distrito onde Elvino vivia.

MIRAMAR

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