Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de pequenos contingentes militares para a Gronelândia para participar em exercícios conjuntos com a Dinamarca. A movimentação ocorre num momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, intensifica ameaças de anexar a ilha pela força. Segundo as autoridades dinamarquesas, responsáveis pela defesa do território, um eventual ataque à ilha comprometeria a existência da NATO, o que levou ao anúncio de uma expansão da presença militar na região em cooperação com os aliados.
A aliança de segurança europeia enfrenta uma crise devido à possibilidade de o seu membro mais poderoso anexar o território de outro aliado. Como resposta diplomática, o Canadá e a França anunciaram a intenção de abrir consulados em Nuuk, a capital da ilha, nas próximas semanas. Actualmente, os Estados Unidos mantêm cerca de 150 soldados estacionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste do território, integrados em dinâmicas de treino que já existem há vários anos no Círculo Ártico.
O Primeiro-Ministro da Suécia, Ulf Kristersson, confirmou que oficiais suecos seguiram para a ilha a pedido da Dinamarca para integrar a “Operação Arctic Endurance”. Este grupo de tropas aliadas prepara-se para um exercício iminente que visa reforçar a cooperação militar no terreno.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, também confirmou a participação da França na referida operação. Este destacamento conjunto de forças europeias simboliza o posicionamento das nações aliadas num período de tensão sem precedentes dentro da estrutura da NATO, reafirmando o apoio à soberania dinamarquesa sobre a Gronelândia.



















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