A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, defendeu que a Inteligência Artificial (IA) possui o potencial para impulsionar a produtividade, estimular a inovação e abrir novas oportunidades de emprego, desde que a sua adopção seja orientada por critérios de responsabilidade. O posicionamento foi partilhado durante a 114.ª Conferência Internacional do Trabalho, a decorrer em Genebra, na Suíça.
A governante chamou a atenção para os riscos associados à transição tecnológica. Alane advertiu que uma aplicação inadequada ou desregulada destas ferramentas digitais pode agravar as assimetrias sociais já existentes, fragilizar os direitos laborais conquistados e ditar a exclusão dos segmentos populacionais mais vulneráveis do mercado de trabalho.
A ministra sustentou que a transformação digital em curso deve ser conduzida sob uma matriz inclusiva. O foco do Executivo assenta na premissa de que os avanços tecnológicos devem ser convertidos em factores de geração de novas frentes de trabalho, prosperidade partilhada e desenvolvimento socioeconómico abrangente para todos os cidadãos.
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