Miramar News Sociedade Polícia Municipal da Matola notifica agentes económicos por violação do horário de funcionamento  

Polícia Municipal da Matola notifica agentes económicos por violação do horário de funcionamento  

Operação de fiscalização responde a queixas dos munícipes na 1ª e 2ª rotundas; moradores exigem também a retirada de trabalhadoras do sexo da via pública

A Polícia Municipal da Matola desencadeou uma operação de fiscalização que resultou na notificação de vários agentes económicos por incumprimento sistemático dos horários de funcionamento estabelecidos por lei. A intervenção das forças de fiscalização camarária ocorreu na zona da 1ª e 2ª rotundas da cidade, onde diversos estabelecimentos comerciais foram flagrados a operar fora das balizas horárias autorizadas. 

O operativo da Polícia Municipal, Soares Chaúque, explicou à Miramar que esta acção operacional assume um carácter permanente na postura camarária. O responsável adiantou que o objectivo central da corporação assenta em disciplinar os operadores económicos prevaricadores, garantir o respeito pela vida humana e repor a ordem e a tranquilidade públicas naquelas artérias, com particular enfoque no perímetro da 1ª rotunda, fustigada pela agitação nocturna que geram insegurança.  

A par da inspecção aos estabelecimentos comerciais, e em estreita resposta às denúncias submetidas pelos residentes, as autoridades policiais mantiveram um diálogo directo com a comunidade local, que manifestaram o seu descontentamento e exigiram formalmente a remoção das trabalhadoras do sexo que exercem a actividade na via pública, muitas vezes posicionadas junto aos muros das propriedades residenciais. 

No quadro desta abordagem, a Polícia Municipal realizou acções de sensibilização dirigidas a este grupo social e aos seus representantes, exortando à identificação de espaços alternativos e adequados que evitem o atentado ao pudor, apontado como o principal catalisador da revolta popular.  

Em reacção, as trabalhadoras do sexo reconheceram o impacto negativo da permanência nas ruas e informaram que já submeteram um documento formal às instâncias competentes, solicitando vias de enquadramento legal que lhes permitam exercer a actividade de forma regulada e sem exposição directa na via pública, apelando à celeridade do processo para obterem maior segurança e liberdade. 


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