Uma mulher de 28 anos é acusada de ter queimado as nádegas da própria filha, de oito anos, com recurso a um ferro de engomar, no posto administrativo de Chissano, distrito do Limpopo, província de Gaza. A família exige justiça e denuncia um histórico de maus-tratos contra as crianças.
Segundo relatos da menor à Miramar, a agressão aconteceu depois de a mãe descobrir que a filha tinha levado cinco meticais para comprar lanche na escola. Apesar das queimaduras, a criança foi à escola, onde os professores se aperceberam do seu estado, acionaram os familiares e deram início aos procedimentos que culminaram com a denúncia do caso às autoridades.
A criança afirma que esta não foi a primeira vez que foi vítima de violência, contando que era frequentemente espancada por motivos relacionados com tarefas domésticas, como lavar a louça.
A tia da vítima, irmã da acusada, afirma que a sobrinha tem sido alvo de sucessivas agressões físicas. conta que a menina já foi agredida com um martelo nos dedos, espancada e ameaçada de morte na presença de familiares. A mesma fonte refere que a família tentou, por várias vezes, aconselhar a jovem a abandonar estes comportamentos, mas sem sucesso.
A mãe da acusada também manifestou indignação, afirmando que já procurou sensibilizar a filha para pôr fim às agressões contra os filhos, sem conseguir alterar a situação. Os familiares alegam ainda que a acusada já protagonizou outros episódios de violência contra os filhos e mencionam um alegado caso ocorrido na África do Sul envolvendo uma das crianças.
O pai da menor encontra-se a trabalhar na vizinha África do Sul. Após a agressão, a criança foi retirada da residência da mãe e encontra-se sob os cuidados da avó materna. A vítima recebeu assistência no hospital do distrito do Limpopo, mas, segundo a família, continua com dificuldades para caminhar devido à gravidade das queimaduras.
Ainda de acordo com os familiares, a mãe da criança chegou a ser detida após o caso, mas foi libertada no mesmo dia. Os parentes dizem desconhecer as razões da sua soltura e apelam às autoridades para que o caso seja devidamente investigado e que seja feita justiça em defesa da menor.
A equipa de reportagem da Miramar deslocou-se à residência da acusada para ouvir a sua versão dos factos. No entanto, a mulher recusou-se a sair de casa e não quis prestar declarações sobre as acusações.
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