O Governo de Moçambique lançou, esta quinta-feira, na cidade de Xai-Xai, as obras de emergência para a reabilitação e reforço de diques e barragens nas bacias hidrográficas dos rios Limpopo, Incomáti e Búzi. A iniciativa surge para responder aos severos impactos da época chuvosa e ciclónica 2025/2026, que afectou mais de 900 mil pessoas e causou a destruição de habitações, escolas, unidades sanitárias e áreas agrícolas, assinalando a transição da assistência imediata para uma fase de reconstrução resiliente.
Durante a cerimónia, o Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, destacou que a prioridade do Executivo é repor as infra-estruturas críticas e devolver a segurança às famílias. O governante apontou que as acções seguem as directrizes do Presidente da República, Daniel Chapo, que preconizam a necessidade de “reconstruir melhor” para evitar que as mesmas estruturas sejam ciclicamente destruídas por cheias e inundações.
O pacote de obras é financiado pelo Banco Mundial através do Mecanismo de Resposta a Emergências Contingentes (CERC). Os trabalhos vão abranger directamente os diques de Xai-Xai (no Baixo Limpopo), do Incomáti (incluindo a Ilha Josina Machel) e do Búzi, na província de Sofala, além de contemplar intervenções de reparação em componentes fulcrais das barragens de Massingir e Macarretane.
As projecções técnicas indicam que, após a conclusão das obras, haverá um incremento significativo na segurança de várias regiões. O reforço vai proteger cerca de 150 mil pessoas e 20 mil hectares no Baixo Limpopo, 100 mil habitantes no Incomáti, 180 mil pessoas no Búzi, além de salvaguardar perto de 500 mil cidadãos e 60 mil hectares de cultivo nas zonas sob influência directa das barragens de Massingir e Macarretane.
Na sua intervenção, Fernando Rafael apelou à fiscalização popular e à consciência cívica, exortando as comunidades locais a protegerem os diques, a denunciarem cortes ilegais e a evitarem a ocupação de zonas de risco.
O ministro sublinhou que estas defesas representam a segurança e a vida comunitária organizada, sendo fundamentais para preservar os investimentos públicos e garantir a resiliência perante os fenómenos climáticos extremos.

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