Os moradores do quarteirão 13, no bairro de Intaka-1, na Matola, continuam a enfrentar inundações crónicas que afectam habitações e vias de acesso há mais de dois anos.
Numa situação invulgar, os residentes alegam que, mesmo após o fim das chuvas há vários meses, o nível da água nas ruas e quintais continua a subir. A comunidade suspeita que uma ruptura parcial na tubagem do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) esteja a alimentar o lençol freático e a agravar o problema.
Segundo disseram os moradores à Miramar, a persistência das águas estagnadas em pleno período seco já provocou o abandono de perto de 200 casas devido à falta de condições habitacionais e aos riscos para a saúde pública. Os esmos exigem o bombeamento e principalmente a construção de uma vala de drenagem que conduza as águas até ao rio Mulauze, antes da próxima época chuvosa.
Ainda de acordo com os residentes, as enchentes começaram após a construção da Estrada Circular de Maputo (REVIMO), que terá obstruído as linhas naturais de escoamento. O problema foi ampliado pelas falhas na rede do FIPAG e pela falta de resposta do Conselho Municipal da Matola, pelo que as famílias exigem uma coordenação urgente entre as três entidades para resolver a situação.
Contactado pela Miramar, o FIPAG esclareceu que a situação ultrapassa as suas competências, visto que já foi efectuado o desvio da conduta onde se suspeitava haver uma fuga de água.
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