A Primeira-Ministra de Moçambique, Benvinda Levi, presidiu, esta quarta-feira, em Maputo, à cerimónia que assinalou os 30 anos do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM). No evento, realizado em representação do Presidente da República, Daniel Chapo, a governante destacou o CISM como uma referência científica incontornável a nível nacional e internacional.
Criado em 1996, numa parceria estratégica entre Moçambique e Espanha, o centro nasceu com a missão de produzir ciência local para responder aos problemas de saúde dos moçambicanos. Três décadas depois, a Primeira-Ministra apontou como um dos maiores marcos históricos da instituição a participação activa no desenvolvimento clínico da primeira vacina contra a malária, além do contributo crucial para a introdução de vacinas essenciais no Programa Alargado de Vacinação, tais como as vacinas contra o pneumococo, o rotavírus e o HPV.
Durante a sua alocução, a governante dirigiu palavras de apreço aos parceiros de cooperação, com foco no Reino de Espanha, e prestou homenagem aos fundadores e pioneiros desta visão, nomeadamente o Dr. Pascoal Mocumbi, o Professor Pedro Alonso, entre outros cientistas e profissionais que abriram caminho para a investigação de excelência no país.
Benvinda Levi fez ainda questão de enaltecer o papel das populações locais, sublinhando que “as comunidades também fazem ciência” através da sua confiança e participação activa nos estudos desenvolvidos.
Ao projectar o futuro, a Primeira-Ministra reiterou o compromisso do Governo em continuar a apoiar a ciência, a inovação e a formação avançada de jovens investigadores, apontando o investimento no conhecimento científico como um pilar fundamental para a soberania nacional e para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde perante novos desafios globais.
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