A escassez de pílulas anticoncepcionais de emergência, conhecidas popularmente como “pílulas do dia seguinte”, nas farmácias da cidade de Maputo está a gerar preocupação entre as mulheres em idade reprodutiva.
O medicamento, crucial para evitar gravidezes indesejadas após relações sexuais desprotegidas, está em falta no mercado.
De acordo com um farmacêutico ouvido pela Miramar, seu estabelecimento está sem stock deste produto há cerca de três meses, e os fornecedores justificam a ausência alegando a indisponibilidade do fármaco para distribuição. O mesmo profissional revelou que a faixa etária que mais procura por este contracetpivo situa-se entre os 18 e os 40 anos de idade, estimando-se que, em períodos de stock normal, o volume de vendas chega a atingir as 400 pílulas por mês.
Perante este cenário de crise, o profissional de saúde aproveitou para reforçar os cuidados associados a pílula, recomendando que a mesma não deve ser consumida mais do que três a quatro vezes por ano.
O especialista alertou ainda que este método serve unicamente para evitar uma gravidez após uma relação sexual desprotegida, não oferecendo qualquer tipo de prevenção contra infecções de transmissão sexual (ITS).
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