A Reserva Especial do Niassa apresenta actualmente um cenário de plena estabilidade e segurança, permitindo a retoma das operações turísticas e dos programas de conservação. A garantia foi dada pelo Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Ddege, durante uma reunião de balanço com a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e parceiros do sector.
O governante sublinhou que a situação de paz é uma realidade consolidada, aproveitando a ocasião para convidar turistas nacionais e estrangeiros a explorarem o potencial da maior reserva do país.
No mesmo diapasão, o Director-Geral da ANAC, Pejul Calenga, reiterou que não há registo de incidentes recentes, enaltecendo a coordenação estratégica entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS), os operadores de safari e as comunidades locais no combate à insurgência que outrora afectou a região.
Por seu turno, Keith Begg, do Complexo Ambiental da Mariri , que é um dos pontos anteriormente visados pelos insurgentes, confirmou que as operações de educação comunitária foram totalmente reactivadas. “A situação está muito calma e, mantendo-se esta paz, teremos um fluxo considerável de turistas”, perspectivou.
Da parte da Kambako Safaris, Elias Maganda reforçou que o cenário é “encorajador”, destacando o apoio institucional da administração da reserva, enquanto Derek Littleton, da LUWIRE Safaris, indicou que estão a ser traçadas novas estratégias para robustecer a segurança no Bloco 7.
Contudo, o sector enfrenta ainda o desafio da reconstrução, como lembrou Adamo Valy, Presidente da Associação Moçambicana dos Operadores de Safaris (AMOS), “apesar da calma actual, persistem as marcas financeiras e infraestruturais da instabilidade passada.”
Exemplo disso é o relato de Jumbo Moore, também da Kambako Safaris, que sublinhou a necessidade premente de celeridade na emissão de licenças para a reconstrução de acampamentos destruídos durante as incursões, de modo a garantir o pleno funcionamento das concessões.
O fecho desta etapa de monitoria reforça a imagem de Moçambique como um destino seguro para o turismo de natureza. Com a consolidação da segurança no Niassa, as autoridades esperam que o sector de conservação volte a ser um motor vital para a economia local, promovendo o desenvolvimento das comunidades que rodeiam a reserva e garantindo a protecção da biodiversidade num dos ecossistemas mais importantes da África Austral.

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