A aviação global enfrenta um novo período de incerteza com o escalar das tensões no Médio Oriente, o que deverá ter um impacto severo para os adeptos que planeiam viajar para o Mundial de Futebol no Canadá, México e Estados Unidos.
Anita Mendiratta, especialista em aviação e assessora de diversas organizações internacionais como a IATA e a ONU, alertou que os preços dos bilhetes de avião podem sofrer um aumento adicional de 30%. Esta subida soma-se ao habitual “prémio de Mundial”, que já inflaciona os custos das viagens domésticas entre 30% e 70% devido à elevada procura durante a competição.
O principal motor desta inflação é a crise energética desencadeada pelos ataques aéreos e pela resposta do Irão contra infra-estruturas críticas no Golfo e em Israel. Com a limitação do tráfego de navios-tanque no Estreito de Ormuz, o preço do combustível para aviões disparou, registando subidas de 80% na Ásia e chegando a duplicar na Europa desde o final de fevereiro.
Este aumento nos custos operacionais das companhias aéreas torna inevitável o repasse dos gastos para os passageiros, num momento em que faltam apenas três meses para o início do torneio.
Para além dos custos, Mendiratta destaca que a conectividade será um desafio maior para quem viaja a partir da Ásia e de África. Como o corredor do Médio Oriente é a rota mais directa para estas regiões, o conflito obriga a voos com desvios significativos.
Estas rotas alternativas não significam apenas bilhetes mais caros, mas também tempos de viagem prolongados e um risco acrescido de atrasos e cancelamentos.
Para as selecções e as suas massas associativas, o planeamento logístico tornou-se agora uma corrida contra o tempo e contra o orçamento, num cenário de instabilidade geopolítica que ameaça a fluidez do maior evento desportivo do mundo.
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