Os aviões de carga e anfíbios da Força Aérea e do Espaço de Espanha continuam empenhados, nesta sexta-feira, no combate a um violento incêndio florestal que fustiga a região de Almeria, no sul do país. O sinistro, que já é considerado um dos mais trágicos da história recente da nação ibérica, ceifou a vida a pelo menos 12 pessoas e há ainda o registo de 23 cidadãos desaparecidos.
Imagens aéreas divulgadas pelas autoridades mostram aeronaves pesadas a descarregar toneladas de água a poucos metros das chamas de grandes proporções. No total, o dispositivo de combate conta com mais de 20 meios aéreos, incluindo helicópteros e bombardeiros pesados, mobilizados para tentar controlar o fogo.
As autoridades da Andaluzia avançaram que grande parte das vítimas aparenta ser de nacionalidade estrangeira. Segundo os relatórios oficiais, os cidadãos terão ignorado as orientações de segurança para permanecerem abrigados e tentaram fugir de carro à medida que o fogo se propagava rapidamente junto à localidade de Los Gallardos.
Num dos veículos foram encontrados quatro corpos carbonizados que as autoridades locais presumem ser de cidadãos britânicos, dado que a viatura possuía o volante à direita. Outras oito pessoas perderam a vida após terem abandonado os seus automóveis para tentar fugir a pé por uma rota que não integrava o plano de evacuação de emergência. O processo de identificação dos corpos ainda decorre através de testes de ADN.
O presidente da Junta de Andaluzia, Juan Manuel Moreno, descreveu o incêndio como um dos mais complexos e rápidos de que há memória na região, sublinhando que as chamas se espalharam “como pólvora” e já devastaram mais de 3.000 hectares de vegetação.
O cenário meteorológico para as próximas horas prevê um agravamento da intensidade do vento, o que poderá complicar ainda mais o trabalho das equipas de remoção e contenção no terreno.
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