Duas semanas após os fortes sismos que abalaram a Venezuela a 24 de junho, o país iniciou a transição para a fase de recuperação a longo prazo. Com a retirada gradual das equipas internacionais de resgate, a população local enfrenta agora a dura realidade de reconstruir as suas vidas no meio da destruição.
Na cidade costeira de La Guaira, uma das zonas mais afectadas, as autoridades contabilizam mais de 17 mil desalojados. Milhares de pessoas encontram-se acolhidas em centros de abrigo provisórios em Caracas e La Guaira, sem poderem regressar às suas casas devido aos graves danos estruturais que comprometem a segurança dos edifícios. Os sobreviventes enfrentam a escassez de alimentos, água e habitação segura.
O impacto estende-se também à economia local de La Guaira, fortemente dependente do turismo e do sector de serviços. Hotéis, restaurantes e comércios à beira-mar sofreram danos severos, o que ameaça milhares de postos de trabalho e agrava a crise financeira das famílias já desalojadas.
Apesar do encerramento oficial das buscas, moradores locais mantêm acções de solidariedade e pedem apoio contínuo do Governo para a habitação e saúde pública.
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