Bellarmine Chatunga Mugabe, de 28 anos, filho mais novo do falecido estadista zimbabueano Robert Mugabe, evitou uma acusação formal de tentativa de homicídio na África do Sul.
O desfecho resultou da celebração de um acordo judicial, no qual o arguido admitiu ter apontado um objecto que simulava uma arma de fogo e reconheceu a sua situação migratória irregular no país vizinho.
O processo teve origem em meados de fevereiro, na sequência de um incidente com disparos que feriu Sipho Mahlangu, funcionário da residência onde Mugabe e o seu primo, Tobias Matonhodze, se encontravam. Enquanto Chatunga Mugabe confessou apenas a ameaça e as infrações migratórias, o seu primo assumiu a responsabilidade directa por cinco crimes, incluindo a tentativa de homicídio e a posse de arma e munições ilegais.
Apesar da confissão, as autoridades sul-africanas manifestaram em tribunal o seu descontentamento pela falta de colaboração dos arguidos. Segundo os investigadores, os dois jovens não revelaram o paradeiro da arma utilizada no crime, demonstrando ausência de remorso.
A defesa, por sua vez, solicitou clemência ao tribunal, alegando que os réus são primários e já compensaram financeiramente a vítima pelos danos sofridos. A leitura da sentença final está agendada para a próxima sexta-feira.
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