A Administração Nacional de Estradas, emitiu uma actualização detalhada sobre a situação de contingência na rede rodoviária nacional, face às chuvas intensas que fustigam o território. O cenário actual é de extrema complexidade, com danos severos em diversas plataformas que condicionam ou impedem totalmente a circulação de pessoas e bens em pontos vitais para a economia moçambicana.
Cenário Crítico na Província de Maputo
Na Província de Maputo, a Estrada Nacional Número 1 regista uma interrupção total entre a localidade de 3 de Fevereiro e Incoluane, onde as águas cobriram a plataforma numa extensão de seis quilómetros, provocando erosões severas. A circulação também está interrompida entre a Manhiça e a 3 de Fevereiro, especificamente no quilómetro 181, na zona de Mahocha Homo. O acesso à Vila de Boane encontra-se condicionado por vários pontos: a N200 está intransitável devido ao galgamento do drift de Umpala, e a N2 apresenta um corte total entre a Matola e Boane, no quilómetro 10.300.
O isolamento estende-se a outras áreas importantes, como a ligação entre Marracuene e Macaneta, onde a estrada está submersa pela subida do Rio Incomáti. Na zona da Moamba, a via que liga a Sabié e Magude sofreu danos num aqueduto triplo, impedindo a passagem. A rede rodoviária que serve as localidades de Salamanga e Catuane, na R406, e a ligação entre Maragra e Calanga também se encontram intransitáveis. Outros troços afectados incluem as estradas que ligam Xinavane a Magude, o acesso à Ilha Josina Machel e as rotas entre Panjane e Macaene, onde o Rio Uanetse transbordou.
Impacto das Inundações na Província de Gaza
A província de Gaza enfrenta desafios igualmente complexos, com a Estrada Nacional Número 1 cortada na Cidade de Xai-Xai, especificamente no troço entre a Pontinha e o Vale de Angulusane. No distrito de Chibuto, a N221 está intransitável devido a cortes no quilómetro 30, enquanto a ligação entre o Guijá e Mabalane regista um corte total na estrada vinte quilómetros antes da vila sede de Mabalane. A N101, que liga a Macia ao Chókwè, apresenta galgamentos em várias secções a partir do quilómetro 48, impedindo a circulação segura.
Nas zonas mais a norte de Gaza, a situação de isolamento agrava-se. A estrada entre Mapai e Maxaila encontra-se intransitável, tal como a rota entre Maxaila e Massangena, que regista solos plásticos e erosões nos acessos. O distrito de Massingir sofre com a submersão da ponte sobre o Rio Chinguidzi e com o desabamento de um aqueduto na via para Zulu. Adicionalmente, as ligações entre Chinhacanine e Nalazi, e entre Ndonga e Dindiza, estão interrompidas pelo alagamento das plataformas, dificultando o apoio logístico às populações destas regiões.
As autoridades rodoviárias mantêm o alerta máximo para todos os utentes, reiterando que as condições de segurança não permitem a travessia nos pontos mencionados. A prioridade governamental foca-se na reabertura da N1, para restabelecer o fluxo de bens essenciais entre o Sul e o Centro do País, enquanto se avaliam soluções de engenharia para as estradas secundárias que permanecem sob forte pressão hídrica.
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