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ALERTA NA ÁSIA: Vírus Nipah “está a morder” com força e põe o mundo em sobressalto

Quase 100 pessoas foram orientadas a cumprir quarentena em Calcutá

Enquanto o mundo ainda tenta curar as feridas da última crise sanitária (covid 19), um velho conhecido, mas altamente perigoso, está a tirar o sono às autoridades de saúde na Índia.

Trata-se do vírus Nipah, um “bicho” invisível que, segundo os especialistas, carrega uma taxa de letalidade de meter medo: até 70% das pessoas infectadas podem perder a vida.

Onde é que o barulho começou?

Desta vez, o foco está no estado de Bengala Ocidental. O que está a deixar os médicos preocupados é que o vírus não está apenas a circular nas matas; ele já entrou nos hospitais. Pelo menos cinco casos foram confirmados recentemente, incluindo médicos e enfermeiras que estavam na linha da frente. Em Calcutá, há gente em estado grave e quase uma centena de pessoas está em quarentena forçada, sob olhar atento das autoridades.

De onde vem essa “maquinaria” de doença?

O Nipah não é coisa nova, mas é traiçoeiro. Ele vive nos morcegos-frugívoros (aqueles que comem fruta). A transmissão acontece quando a pessoa tem contacto com a saliva ou urina desses animais, ou quando come frutas que foram “picadas” por eles. O pior é que, uma vez no corpo humano, o vírus “ganha pernas” e passa de pessoa para pessoa, especialmente se não houver cuidados de higiene rigorosos nos hospitais e em casa.

Os sinais

Quem apanha esta doença começa por sentir uma gripe “pesada”: febre que não baixa, dores de cabeça e de garganta, e aquele cansaço que deita qualquer um abaixo. Mas a situação complica-se rápido. O vírus pode atacar o cérebro (encefalite), causando desorientação, convulsões e, em muitos casos, o coma.

Não há vacina na mesa

A grande preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, até agora, não existe uma vacina ou um remédio específico para “matar” o Nipah. O tratamento é apenas para aliviar o sofrimento e tentar aguentar o corpo enquanto ele luta. É por isso que o vírus está na “lista negra” dos patógenos com maior potencial para causar uma nova pandemia mundial.

Como podemos precaver?

Mesmo estando longe do epicentro, a vigilância é a nossa maior arma. As recomendações são claras:

  1. Nada de comer frutas caídas no chão ou que pareçam ter sido roídas por animais.

  2. Lavar bem as mãos com sabão, sempre.

  3. Evitar contacto directo com morcegos ou porcos em zonas de risco.

O mundo está pequeno e as doenças viajam de avião. Por agora, os olhos estão postos na Índia, esperando que este surto seja travado antes que ganhe asas para outros cantos.

MIRAMAR

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