Os Presidentes Daniel Francisco Chapo e Luiz Inácio Lula da Silva anunciaram esta segunda-feira, em Maputo, um relançamento estratégico da cooperação entre Moçambique e Brasil, com prioridade para projectos económicos de impacto e o reforço das capacidades institucionais, após um tête-à-tête e conversações oficiais inseridas na visita de trabalho de dois dias do Chefe de Estado brasileiro.
Num momento que ambos classificaram como histórico, o Presidente moçambicano destacou que a visita ocorre “num mês e ano especiais”, coincidindo com o Jubileu do Ouro da independência nacional e com os 50 anos de relações diplomáticas.
O estadista moçambicano realçou que os dois países decidiram inaugurar uma nova fase da parceria, centrada em resultados. Sublinhando que a experiência brasileira em segurança alimentar e energia será determinante.
Como resultado das conversações, foram assinados nove instrumentos jurídicos destinados a fortalecer instituições e sectores prioritários. Entre eles estão o Ajuste Complementar para capacitar o Instituto de Aviação Civil, o reforço da Assistência Jurídica, a expansão do Centro Agro-Florestal de Mabalane (província de Gaza), o Programa de Desenvolvimento Integrado de Moçambique e um Memorando sobre Formação Diplomática.
O governante moçambicano destacou ainda o papel do sector privado na nova etapa da cooperação, apontando a presença de empresários brasileiros como sinal do compromisso económico, antecipando que o Fórum de Negócios Moçambique-Brasil permitirá contactos “frutíferos” entre os dois mercados.
O Chefe do Estado agradeceu igualmente o apoio do Brasil face ao terrorismo e reafirmou a prioridade nacional da paz e estabilidade.
Por sua vez, o Presidente Lula classificou, também, a visita como um marco simbólico. “Esta visita é especial, pois ocorre no marco da celebração dos 50 anos de independência de Moçambique”, afirmou, lembrando que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a independência em 1975. Lula destacou a assinatura de nove acordos e anunciou novas iniciativas, incluindo 80 vagas de formação de formadores em ciências agrárias e 400 vagas em cursos técnicos para moçambicanos em 2026, além de projectos ligados aos biocombustíveis, à adaptação climática, à segurança alimentar, à produção de medicamentos e à mobilidade estudantil. Sublinhou também a cooperação ambiental e energética, afirmando que é possível “ampliar a produtividade da savana africana sem comprometer o meio ambiente”.
No encerramento, o Presidente Lula sublinhou que a sua deslocação a Maputo simboliza a retoma plena da relação bilateral.





















e