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DANIEL CHAPO RECOMENDA OBRA DE TOMAZ SALOMÃO COMO GUIA HISTÓRICO PARA A JUVENTUDE

Durante o lançamento do livro em Maputo, o Chefe de Estado destacou o valor pedagógico da obra e o seu papel na compreensão das crises e do potencial económico de Moçambique

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu publicamente que a nova obra do economista Tomaz Salomão, intitulada “Moçambique, Meu País: O que Vi, Vivi e Senti…”, deve tornar-se uma leitura obrigatória para a juventude moçambicana.

Falando durante a cerimónia de apresentação em Maputo, o Chefe de Estado sublinhou que o livro não é apenas um relato pessoal, mas um testemunho histórico crucial que narra o percurso da nação desde a independência nacional até episódios marcantes, como a tragédia de Mbuzini, em 1986.

Para o estadista, a acessibilidade da escrita de Salomão permite que as novas gerações compreendam, com clareza, a génese e a evolução dos desafios políticos e sociais que moldaram o país.

A análise do Presidente Chapo destacou que a obra de Tomaz Salomão, antigo Secretário-Executivo da SADC, mergulha profundamente nas feridas que afectaram o desenvolvimento nacional, nomeadamente os impactos da guerra dos 16 anos e as agressões do regime do apartheid.

Ao descrever a destruição do tecido social e económico, o autor oferece, segundo o governante, as chaves para entender por que razão o país enfrentou tantos obstáculos no seu caminho para a prosperidade. Mais do que um olhar sobre o passado, Daniel Chapo frisou que o livro aponta caminhos estratégicos para o futuro, com um foco renovado na produção interna e na redução da dependência das importações.

Dada a riqueza de conteúdos em áreas como história, economia e ciências políticas, o Chefe de Estado defendeu que o livro possui um valor pedagógico que justifica a sua integração nos acervos das escolas e instituições de ensino superior.

A obra, que se divide em quatro volumes e teve o seu primeiro lançamento na Beira, no início do mês de março, foi ainda elogiada por resgatar pilares fundamentais para a governação, como a ética, moral e a integridade.

Ao encerrar a sua intervenção, o Presidente da República reiterou que, embora o percurso de Moçambique tenha sido marcado por adversidades nestes quase 50 anos de independência, a narrativa de Tomaz Salomão reforça a esperança e a determinação do povo moçambicano.

Para Daniel Chapo, o contributo do economista continua a ser vital para a reflexão sobre o desenvolvimento nacional, incentivando uma cultura de debate e conhecimento que é essencial para a construção de um futuro mais estável e economicamente resiliente.


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