No âmbito da sua primeira visita oficial à União Europeia, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, reuniu-se este no domingo, com a comunidade moçambicana residente na Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo (BENELUX). O encontro, realizado na capital belga a convite do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, serviu para o estadista ouvir directamente as inquietações dos compatriotas no estrangeiro e reafirmar o compromisso do Governo com a modernização do Estado e a segurança nacional.
Durante a interacção, o Chefe de Estado enfatizou que a luta contra a burocracia e a corrupção é uma prioridade absoluta da sua magistratura, declarando que estes males devem “passar para a história” para que o ambiente de negócios possa prosperar.
Para operacionalizar esta visão, revelou a criação do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos na Presidência, além de destacar a digitalização da administração pública como ferramenta essencial de transparência. No sector energético, o Presidente detalhou o impacto dos megaprojectos de gás natural, liderados pela ENI, Total e ExxonMobil, e garantiu que a Direcção Nacional do Trabalho Migratório tem instruções para privilegiar a contratação de moçambicanos, tanto residentes no país como na diáspora, desde que possuam as qualificações necessárias.
A comunidade moçambicana, embora integrada em sectores de prestígio como as finanças e a engenharia, expôs dificuldades logísticas críticas, nomeadamente a necessidade de deslocação a Berlim para a obtenção de documentos, a impossibilidade de votar e problemas na conversão de cartas de condução. Como resposta, sugeriram a criação de um “guiché do imigrante” para centralizar os serviços.
O Presidente Chapo acolheu as preocupações como “legítimas” e destacou a nomeação inédita de uma Secretária de Estado dedicada às comunidades, visando valorizar o capital intelectual dos moçambicanos no exterior.
No plano da segurança e estabilidade, o estadista enalteceu a bravura das Forças de Defesa e Segurança no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, contando com o apoio estratégico do Ruanda, da Tanzânia e da União Europeia. Referiu ainda o combate ao crime organizado nos centros urbanos e o processo de diálogo nacional inclusivo, que culminou num Compromisso Político entre as diversas forças da sociedade.
Ao encerrar o encontro, Chapo apelou à união, exortando os moçambicanos a trabalharem como “milhões de braços animados por uma só vontade” para construir uma nação próspera, dentro e fora das suas fronteiras.

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