Maputo – O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) confirmou, esta terça-feira (20), a causa da morte do cidadão português Pedro Ferraz Reis, administrador bancário, cuja morte foi oficialmente classificada pelas autoridades como suicídio, afastando a tese de acto criminoso.
O porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, Hilário Lole, apresentou os resultados das diligências que permitiram reconstituir, passo a passo, os últimos momentos do malogrado.
Causa da morte: Substância tóxica
A perícia realizada no local e os exames médico-legais foram determinantes. As autoridades encontraram no local o recipiente da substância nociva e as armas brancas.
“Os dados legísticos confirmam substância tóxica detectada no organismo da vitima. Há evidências claras de auto-administração da subsatnacia, bem como o uso letal da arma branca”, explicou Hilário Lole.
Armas brancas trazidas da residência
Um dos pontos que inicialmente levantou dúvidas – a presença de armas brancas junto ao corpo – foi também esclarecido. A investigação apurou que estes objectos cortantes não pertenciam à unidade hoteleira.
Segundo a SERNIC, ficou provado que Pedro Ferraz Reis, após sair do seu local de trabalho, dirigiu-se à sua residência pessoal, de onde retirou as referidas armas brancas – que ele próprio havia adquirido anteriormente – transportando-as consigo para o hotel. Este facto reforça a linha de investigação que aponta para um acto devidamente premeditado.
O itinerário final: Imagens de videovigilância
O SERNIC suportou as suas conclusões com imagens dos circuitos de videovigilância (CCTV) que traçam a cronologia dos acontecimentos:
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Aquisição do produto: Pedro Ferraz Reis foi captado por câmaras numa loja de conveniência a adquirir a substância tóxica;
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Passagem pela residência: O registo de movimentos confirma a ida a casa para recolher as armas brancas;
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Entrada no Hotel: As imagens do Hotel Polana mostram a vítima a dar entrada no estabelecimento sozinha, dirigindo-se ao local do acto fatal sem qualquer companhia ou coacção externa.
Hilário Lole concluiu a conferência de imprensa afirmando que as investigações continuarão para entender o que motivou o acto.





















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