Presidente dos EUA disse que os dois países querem que o conflito na Europa seja encerrado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (28) que espera pelo fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, que está perto de completar quatro anos. Trump se reúne com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Flórida, nos EUA, para discutir um plano de paz.
Antes da reunião, Trump respondeu a perguntas de jornalistas e disse que não há um prazo para garantir um acordo de paz que coloque fim ao conflito e que Zelensky e Putin “desejam chegar a um acordo”. O presidente americano afirmou que “haverá um acordo de segurança e será um acordo sólido.”
Zelensky disse que 90% do plano de paz de 20 pontos, elaborado pela Ucrânia e pelos EUA, estava concluído, mas há dois pontos de atrito: o futuro da região do Donbas e da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia.
Apoio de líderes mundiais
Em uma reunião com o primeiro-ministro canadense Mark Carney em Halifax, Nova Escócia, no sábado (27), Zelensky disse que a chave para a paz é “pressão sobre a Rússia e apoio forte e suficiente à Ucrânia”. Para esse fim, Carney anunciou mais US$ 1,8 bilhão em assistência econômica de seu governo para ajudar a Ucrânia a reconstruir.
Denunciando a “barbárie” dos últimos ataques da Rússia a Kiev, Carney deu crédito a Zelensky e Trump por criarem as condições para uma “paz justa e duradoura” em um momento crucial.
Durante as recentes negociações, os EUA concordaram em oferecer certas garantias de segurança à Ucrânia semelhantes às oferecidas a outros membros da Otan. A proposta surgiu quando Zelensky afirmou estar disposto a desistir da candidatura do seu país à aliança de segurança se a Ucrânia recebesse proteção semelhante à da Otan, destinada a salvaguardá-la contra futuros ataques russos.
Semanas “intensas” pela frente
Zelensky também conversou no dia de Natal com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump. O líder ucraniano disse em uma postagem no X que eles discutiram “certos detalhes substantivos do trabalho em andamento” e alertou em uma postagem subsequente que “ainda há trabalho a ser feito em questões delicadas” e “as próximas semanas também podem ser intensas”.
O presidente dos EUA tem trabalhado para acabar com a guerra na Ucrânia durante grande parte de seu primeiro ano de mandato, demonstrando irritação com Zelensky e Putin, ao mesmo tempo em que reconhece publicamente a dificuldade de encerrar o conflito. Já se passaram os dias em que, como candidato em 2024, ele se gabava de poder resolver o conflito em um dia.
Depois de receber Zelensky na Casa Branca em outubro, Trump exigiu que tanto a Rússia quanto a Ucrânia cessassem os combates e “parassem na linha de batalha”, dando a entender que Moscou deveria poder manter o território que conquistou da Ucrânia.
Antes da reunião deste domingo, Zelensky disse que as principais questões que permanecem sem solução entre a Ucrânia e os EUA envolvem disputas relacionadas a territórios, à usina nuclear de Zaporizhia e ao financiamento para a recuperação pós-guerra da Ucrânia. Ele disse que também há questões técnicas pendentes relacionadas a garantias de segurança e mecanismos de monitoramento.
A Ucrânia transmitiu sua posição aos EUA, disse Zelensky, acrescentando que os funcionários do governo Trump transmitiriam isso à Rússia.
Zelensky também disse na semana passada que estaria disposto a retirar as tropas do coração industrial do leste da Ucrânia como parte de um plano para acabar com a guerra, se a Rússia também se retirasse e a área se tornasse uma zona desmilitarizada monitorada por forças internacionais.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse aos repórteres na sexta-feira que o Kremlin já havia entrado em contato com os EUA. “Foi acordado continuar o diálogo”, disse ele.
Fonte: R7






















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