Passou pouco mais de um ano e meio desde que o ciclone Freddy assolou a província da Zambézia, deixando um rasto de destruição em Quelimane. Entre as infraestruturas mais fustigadas está o Mercado Aldeia, que até hoje continua em ruínas, forçando os vendedores a uma situação de sobrevivência extrema.
Sem alternativas, os comerciantes ocuparam a berma da via pública para exercer as suas atividades. O cenário é de risco constante, com os vendedores e clientes expostos diariamente ao perigo de atropelamentos devido à proximidade com o tráfego rodoviário. A precariedade do local improvisado tornou-se o novo “normal” para centenas de famílias que dependem do mercado para subsistir.
A situação agrava-se drasticamente com a chegada da época chuvosa. Sem qualquer sistema de drenagem ou cobertura, o espaço transforma-se rapidamente num lamaçal de águas estagnadas, dificultando a mobilidade e comprometendo a exposição dos produtos. Para quem vende produtos frescos, como peixe e legumes, o ambiente torna-se impróprio, levantando sérias preocupações sobre a segurança alimentar e a saúde pública.
O grito de socorro dos vendedores é unânime: a falta de condições dignas afastou os clientes habituais, resultando em prejuízos financeiros acumulados. Perante este cenário de abandono, a comunidade do Mercado Aldeia exige uma intervenção urgente das autoridades municipais para a reconstrução imediata da infraestrutura, visando devolver a dignidade e a segurança a um dos pontos de comércio mais importantes da zona.





















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