Chuvas desalojam famílias, destroem pontes, estradas e deixam sitiados até condomínios de luxo em Maputo. Ambientalista considera que é uma prova inequívoca do impacto das mudanças climáticas
Os gritos de socorro são registados através de vídeos amadores e chegam de todos os lados…a chuva não dá tréguas.
As comportas da Barragem dos Pequenos Libombos abriram, as próximas horas podem ser mais tenebrosas para muitas famílias.
A ponte que faz a ligação entre os distritos de Boane e Namaacha, na província de Maputo, foi rompida pelas enxurradas.
Com as vias de acesso cortadas, há quem desafia a fúria das águas com a viatura ligeira.
Em meio ao desespero pela busca de futuro melhor, tendo a escola como a base, crianças não desarmam e encarnam o “homem aranha”, escalando o murro para aceder a escola…outras menos inspiradas foram levadas ao colo – tudo pela educação.
Nas chamadas zonas de expansão a água das chuvas engoliram as residências.
Os condomínios de luxo não escapam a fúria das águas das chuvas. Zona de Mapulene, na cidade de Maputo, a vista aérea demonstra a gravidade do problema. Águas cercam ruas e mansões. Perto do mar, outras tantas casas que brotaram como cogumelos rendem-se à força da natureza.
Para o ambientalista Rui Silva, os estragos da chuva são uma prova inequívoca do impacto das mudanças climáticas.
Nas redes sociais multiplicam-se acções de solidariedade para com as vítimas das enxurradas. São várias campanhas de angariação de apoio.
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