Após três semanas de ausência, a Governadora de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, reagiu publicamente à detenção de vários servidores públicos da província, incluindo a diretora do seu próprio gabinete, acusados de desviar donativos.
A governante começou por referir-se ao envolvimento da directora do seu gabinete no processo, afirmando que há tranquilidade no seio do executivo provincial. Segundo explicou, o governo provincial não tem conhecimento de qualquer irregularidade cometida pela dirigente e, por isso, aguarda pelo trabalho que está a ser desenvolvido pelos órgãos de administração da justiça no esclarecimento do caso.
Falando à imprensa, a governadora apelou à serenidade, sublinhando que os suspeitos beneficiam do princípio da presunção de inocência, devendo aguardar-se pelas conclusões das autoridades competentes.
No âmbito do processo, 10 arguidos estão implicados, entre os quais a directora do gabinete da governadora, a administradora do distrito de Xai-Xai, a vereadora das Finanças, além de outras figuras que exercem cargos de direcção e chefia na administração pública.
Os envolvidos são acusados de furto, peculato, abuso de cargo ou função e associação criminosa, num caso relacionado com o alegado desvio de donativos avaliados em mais de 350 mil meticais, destinados às vítimas das cheias na província.
A Miramar sabe que, até ao momento, quatro dos arguidos respondem ao processo em liberdade, enquanto prosseguem os trâmites legais.






















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