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Estado, sector bancario e Frelimo, unem-se à família Diogo no adeus a Luísa Diogo

MAPUTO — A confirmação do passamento físico da antiga Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo, ocorrido em Lisboa, Portugal, desencadeou uma vaga de reações que atravessam transversalmente a sociedade.

A “dama de ferro” da economia nacional, que liderou o Executivo entre 2004 e 2010, deixa um vazio descrito pelas lideranças nacionais como irreparável.

A reação do Chefe de Estado

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou profundo pesar, classificando a antiga governante como uma “filha ilustre” de Moçambique. O Chefe de Estado sublinhou que a memória de Luísa Diogo ficará perene na história colectiva, fruto da sua “dedicação à causa pública e ao desenvolvimento nacional”.

Daniel Chapo destacou a “liderança firme e visão estratégica” que imprimiu na gestão da coisa pública. A nota da Presidência não deixou de realçar a projeção global de Luísa Diogo, lembrando as distinções da revista Forbes e da Time Magazine. “O seu legado de integridade, competência e serviço à pátria” permanece como referência, lê-se na missiva oficial.

O luto na “família” camarada

O partido FRELIMO reagiu com “profunda dor e consternação” ao desaparecimento físico daquela que era uma das suas figuras mais proeminentes. Na nota, o partido endereça “as mais sentidas condolências e solidariedade” à família enlutada, sublinhando o sentimento de perda que assola não só a liderança, mas também os membros e simpatizantes desta formação política.

O pesar na Banca: Um legado de governação

O sector privado, onde Luísa Diogo consolidou a sua carreira após deixar a vida governativa, também reagiu com tristeza. O Absa Bank Moçambique, instituição onde a Diogo exerceu as funções de Presidente do Conselho de Administração (PCA), emitiu um comunicado onde a descreve como uma “referência incontornável da liderança”.

A instituição bancária enalteceu o papel da economista não apenas a nível doméstico, mas também como membro do Conselho de Administração do Grupo Absa na África do Sul, destacando que a sua actuação elevou os padrões de governação corporativa e inspirou equipas com uma “liderança responsável”.

A serenidade da família Diogo e Silva

Num registo de maior intimidade, a família Diogo e Silva quebrou o silêncio para confirmar a partida da sua matriarca. Numa nota marcada pela sobriedade, a família comunica “com profunda dor e tristeza” o falecimento da “querida mãe e esposa”.

O comunicado familiar enfatiza a dimensão humana da estadista: “A Luísa partiu em paz, após uma vida inteiramente dedicada ao amor pela família, ao serviço do seu país e à sua fé em Deus”.

MIRAMAR

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