O Governo dos Estados Unidos está a discutir diversas opções para adquirir a Gronelândia, não descartando, inclusive, o recurso à força militar. A confirmação foi feita pela Casa Branca na terça-feira, 6 de Janeiro, após as recentes ameaças do Presidente Donald Trump dirigidas à Colômbia e a Cuba.
A Gronelândia, com uma população de 57.000 habitantes, possui ampla autonomia desde 1979, embora a defesa e a política externa permaneçam sob controle dinamarquês.
Em declarações à imprensa, o Executivo norte-americano sublinhou que a aquisição da Gronelândia — uma região semiautónoma sob soberania da Dinamarca — constitui actualmente uma “prioridade de segurança nacional” para Washington.
“O Presidente e a sua equipa estão a discutir uma série de opções para atingir este importante objectivo de política externa e, naturalmente, utilizar as Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do Comandante-em-Chefe”, esclareceu o porta-voz da Casa Branca.
O pronunciamento oficial surgiu poucas horas após seis potências europeias (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polónia e Espanha) terem divulgado um comunicado conjunto em apoio à Dinamarca. Copenhaga tem resistido firmemente às pretensões de Trump em relação à ilha árctica, enquanto o Presidente norte-americano reitera que os EUA “precisam” do território por razões estratégicas.
Por sua vez, o Primeiro-Ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielsen, reagiu de forma contundente às declarações do líder republicano, classificando a ideia de anexação como uma “fantasia”.
“Já basta”, afirmou Nielsen. “Basta de pressão. Basta de insinuações. Basta de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo e a discussões, mas tal deve ocorrer através dos canais adequados e com total respeito pelo direito internacional.”
Toda essa situação reacendeu os temores de que os EUA possam considerar o uso da força para garantir o controle da Gronelândia, especialmente porque o presidente americano já se recusou a descartar essa opção.

















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