Notícias Economia BANCO DE MOÇAMBIQUE: ENDIVIDAMENTO PÚBLICO AGRAVOU-SE E ESTÁ A AFECTAR O MERCADO...

BANCO DE MOÇAMBIQUE: ENDIVIDAMENTO PÚBLICO AGRAVOU-SE E ESTÁ A AFECTAR O MERCADO FINANCEIRO

Banco de Moçambique alerta para o impacto das inundações na economia e reduz a taxa MIMO para 9,25%.

O endividamento público interno de Moçambique continua a agravar-se, afectando o normal funcionamento do mercado financeiro.

De acordo com o Banco Central, a dívida interna (excluindo contratos de mútuo e locação) situou-se em 485 mil milhões de meticais em dezembro de 2025, o que representa um aumento de 11,1 mil milhões face ao período homólogo. Este cenário reflete-se na fraca apetência pelos títulos públicos e na rigidez das taxas de juro no mercado interbancário, devido aos atrasos do Estado no pagamento da dívida.

Sobre os choques climáticos, o documento recebido pela redação da Miramar indica que o Comité de Política Monetária destaca que as recentes inundações constituem um risco acrescido para a estabilidade económica. As cheias provocaram impactos severos na cadeia logística e na oferta de bens, condicionando o ritmo de reposição da capacidade produtiva do país. No curto e médio prazo, estes choques climáticos, aliados às tensões geopolíticas externas, podem afectar o comportamento dos preços de mercadorias e alimentos essenciais.

Neste contexto, o Banco de Moçambique decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) de 9,50% para 9,25%. A decisão é sustentada pela manutenção da inflação em um dígito, que se fixou em 3,2% no final de 2025. Contudo, a autoridade monetária sinaliza que se aproxima o fim do ciclo de reduções iniciado em 2024, uma vez que a política económica continuará dependente da avaliação dos riscos e incertezas subjacentes.

A próxima reunião do CPMO para reavaliar estas medidas está marcada para o dia 30 de março de 2026.

MIRAMAR

Instalar APP
×
Skip to content