O comando militar de Teerão anunciou, esta quarta-feira, que passará a ter como alvos, interesses económicos e bancários dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente. A decisão surge em retaliação a um ataque nocturno contra um edifício administrativo do Bank Sepah, uma das maiores instituições públicas do Irão, com ligações históricas ao sector de defesa do país.
Ebrahim Zolfaqari, porta-voz militar, afirmou que a acção contra o sistema bancário iraniano obriga o país a responder da mesma forma. O representante advertiu ainda que os cidadãos da região devem manter uma distância de, pelo menos, 1.000 metros de bancos associados aos interesses norte-americanos e israelitas, prevendo-se uma nova vaga de ataques na região.
No plano militar, o Irão efectuou disparos contra diversos alvos no Médio Oriente e atingiu pelo menos três navios no Golfo Pérsico. Estas acções demonstram a capacidade de Teerão em interromper o fornecimento global de energia, apesar da intensificação das ofensivas aéreas levadas a cabo pelo Pentágono e pelas forças israelitas nas últimas 24 horas.
Actualmente, a passagem pelo Estreito de Ormuz permanece bloqueada, impedindo o trânsito de um quinto do petróleo mundial. Esta interrupção é já considerada a mais grave desde os choques petrolíferos da década de 1970.
Embora os mercados tenham registado uma ligeira recuperação devido à expectativa de uma mediação diplomática liderada por Donald Trump, a situação no terreno não apresenta sinais de tréguas.
Em Moçambique, o Governo já manifestou preocupação com este cenário, uma vez que a continuidade da instabilidade poderá forçar a alteração das rotas de importação de combustíveis. Embora o país disponha de reservas até ao início de maio, a persistência do conflito e o bloqueio das rotas marítimas tradicionais poderão influenciar o custo de vida e as metas de crescimento económico para o presente ano.






















e