O Ministro da Saúde, Ussene Isse, alertou esta quarta-feira para o crescimento alarmante das doenças crónicas não transmissíveis, classificando a situação como uma “tragédia silenciosa”.
Em sede de Assembleia da República, o governante destacou o aumento drástico da obesidade no país, que subiu de 21,2% em 2005 para 35,5% em 2024. Este cenário agrava o surgimento de patologias como a diabetes e a hipertensão, factores de risco que o ministro defende serem evitáveis através da mudança de hábitos alimentares e da prática de actividade física.
A preocupação estende-se ao desconhecimento da população sobre estas enfermidades, o que impede o diagnóstico precoce e eleva a taxa de mortalidade, que passou de 8% em 2007 para 37% nos últimos dois anos. O governante sublinhou que tratar estas doenças é significativamente mais dispendioso do que combater patologias infecciosas como a malária, o que coloca uma pressão insustentável sobre o orçamento público.
Além das doenças crónicas, o aumento de traumas por acidentes rodoviários foi apontado como um novo desafio nacional que exige uma adaptação urgente dos serviços hospitalares.
Perante os deputados, Isse defendeu a aprovação de legislação sobre transplantes como uma alternativa sustentável à hemodiálise, cuja procura não para de crescer.
O Executivo reafirma que a prevenção e a educação são as ferramentas fundamentais para inverter o perfil epidemiológico actual e garantir a sustentabilidade do sector da saúde a longo prazo.
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