O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou a conclusão de uma nova vaga de ataques ofensivos contra o Irão neste domingo, 12 de Julho. A operação militar norte-americana recorreu ao uso de caças, navios de guerra e, pela primeira vez, drones aéreos e marítimos de ataque unidireccional, atingindo dezenas de alvos em múltiplas localizações para enfraquecer a capacidade iraniana de fustigar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.
Os bombardeamentos dos EUA visaram sistemas de defesa aérea, radares costeiros, infra-estruturas de mísseis e drones, além de pequenas embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica. Na sequência das incursões americanas, foram reportadas múltiplas explosões nas províncias iranianas de Hormozgan, Khuzestan e Sistan-Baluchestan. Na província de Khuzestan, as autoridades locais confirmaram que o ataque atingiu uma estação de bombagem de água agrícola, provocando um morto e quatro feridos.
Em reacção imediata a esta quarta incursão norte-americana nos últimos dias, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão desencadeou, na madrugada desta segunda-feira, 13 de Julho, uma retaliação com mísseis e drones a partir do seu território. Teerão declarou ter alvejado instalações militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, destruído sistemas de radar em Omã e bombardeado depósitos de combustível e de munições na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia.
Esta nova escalada militar assinala um aumento expressivo no ritmo e no alcance geopolítico dos confrontos, numa altura em que o Irão tenta impor o controlo sobre o Estreito de Ormuz. O bloqueio efectivo desta rota marítima vital tem impulsionado a subida dos preços dos recursos energéticos e pressionado a inflação a nível global.
O reacender das hostilidades coloca sob forte incerteza o futuro do acordo provisório e do memorando de entendimento alcançado entre Washington e Teerão no mês passado. O documento apontava para a reabertura do estreito e a cessação do conflito iniciado a 28 de Fevereiro, mediante um período adicional de 60 dias de negociações diplomáticas que agora corre o risco de colapsar.
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