O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, orientou, esta terça-feira, na Cidade de Maputo, o Seminário de Divulgação de Novas Tecnologias para a Construção e Manutenção de Estradas. As soluções técnicas discutidas serão integradas no programa governamental “Mais Estradas-2031”, uma iniciativa de grande escala que projecta a reabilitação e construção de mais de 3 500 quilómetros de vias de rodagem em todas as províncias do país.
A estratégia do Executivo visa assegurar que as futuras infra-estruturas apresentem padrões elevados de qualidade, durabilidade e sustentabilidade a custos controlados. Com a introdução destes novos métodos, as autoridades pretendem interromper o ciclo crónico de degradação das vias públicas, que sofrem danos severos e ficam frequentemente intransitáveis após a ocorrência de cada época chuvosa.
O encontro técnico juntou quadros da Administração Nacional de Estradas (ANE), quadros do Laboratório Nacional de Engenharia, da Ordem dos Engenheiros de Moçambique, associações de consultores, empreiteiros e parceiros de desenvolvimento do sector de infra-estruturas de todo o território nacional.
Na abertura dos trabalhos, o Director-Geral Adjunto da ANE, Miguel Coanai, apresentou um diagnóstico detalhado da situação rodoviária actual, revelando que cerca de 80 por cento da rede de estradas de Moçambique continua sem pavimentação. O responsável sublinhou que a instituição enfrenta constrangimentos permanentes devido à escassez de materiais apropriados em várias regiões, agravados pelos elevados custos logísticos de transporte e pela severidade dos eventos climáticos extremos que assolam o país.
Miguel Coanai assegurou que a ANE está empenhada em acompanhar os testes práticos e a monitorização técnica de secções experimentais de estrada. Segundo o dirigente, a validação científica contínua do comportamento dos materiais será o único critério aceitável para fundamentar a adopção definitiva destas tecnologias em empreitadas futuras.
Por seu turno, o Ministro dos Transportes e Logística indicou que Moçambique tem vindo a testar diferentes tipos de estabilizadores de solos ao longo das várias províncias, colhendo igualmente experiências regulamentares aplicadas com sucesso em países vizinhos da região.
João Matlombe explicou que o seminário serviu para engajar directamente o sector privado e os empreiteiros na identificação de soluções químicas e mecânicas adequadas às características geológicas específicas de cada solo, com vista a optimizar o escoamento da produção agrícola e a garantir a interligação contínua entre distritos e províncias.
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